fevereiro 20, 2013

Câmara quer saber a arrecadação dos parquímetros


A Câmara Municipal de Botucatu aprovou em sua última sessão um requerimento do vereador Lelo Pagani pedindo informações referentes ao faturamento no primeiro ano de atividade na cidade.
“A empresa tem uma concessão e temos a obrigação de saber o rendimento real durante esse ano”, diz o parlamentar.


Em nota enviada pela Câmara o vereador ressalta que a própria concessionária Auto Parque fez um comunicado no início dos trabalhos, explicando o que eram os parquímetros e como seria o funcionamento do novo controle dos estacionamentos públicos sob administração desta empresa privada.

“Como este tipo de concessão é uma novidade, precisamos ter as informações relacionadas com o serviço prestado e sua arrecadação para poder repassar aos munícipes que nos perguntam, por isso solicito algumas informações ao Poder Executivo”, diz.

Em seu requerimento, o político solicita saber quanto foi arrecadado pela concessionária durante esse período, os valores que foram repassados pela emrpesa para a Prefeitura, o lucro da concessionária do inicio dos trabalhos até o presente momento, o custo operacional mensal da AutoParque, quantas multas do inicio dos trabalhos até o presente momento foram aplicadas e quantas multinhas de 10 reais foram aplicadas. O vereador também quer saber a respeito das ações educativa realizadas pela AutoParque.

Em entrevista ao Diário, Pagani lembra que votou contra a implantação do sistema nas ruas da cidade, porém seu voto foi vencido.  “Minha sugestão era de que o sistema ficasse sob responsabilidade de entidades assistenciais da cidade, que dividiriam os rendimentos entre sí, já que na época em que foi sugerida a implantação do sistema a preocupação era com a retirada dos jovens que atuavam como guardas-mirins, na área de zona azul”, diz o parlamentar.

O gerente de negócios da Autoparque do Brasil, Cesar Mourão, foi procurado pela reportagem para falar a respeito do assunto, mas preferiu não se pronunciar, lembrando que ainda não foi oficializado sobre o requerimento e as solicitações do parlamentar.

O autônomo Izaias Dionízio, 52 anos, diz que não se importa com o faturamento da empresa e ressalta que a população está pagando pelas decisões políticas do passado.

“Não tenho interesse em saber nada disso, quiseram votar no PSDB e agora temos os parquímetros nas ruas. Saber o quanto estão ganhando não vai mudar em nada a nossa realidade”, reclama.

Para o professor  Fernando Rossi, 39 anos, saber o faturamento da empresa nesse primeiro ano de atividades é fundamental para o planejamento de trânsito futuro. “É uma empresa terceirizada e temos que saber quanto essa concessão está rendendo e onde esse dinheiro está indo parar. Em minha opinião seria mais interessante uma solução interna que garantisse que os recursos permanecessem na cidade. Além disso, o sistema oferece uma série de dificuldades em seu manuseio, acho que merecemos essa informação”, diz.