fevereiro 09, 2013

Fiscalização suspende o funcionamento de duas casas noturnas de Botucatu


Duas casas noturnas de Botucatu estão impedidas de funcionar devido à falta de segurança. Os estabelecimentos ficam localizados na avenida Floriano Peixoto (região central da cidade) e no Jardim Tropical. Segundo o coordenador da Defesa Civil, Paulo Renato, as casa não atendiam as exigências que garantem o funcionamento seguro, existindo a ausência da documentação necessária para a atividade.



A suspensão dos trabalhos nesses estabelecimento ocorreu após a operação promovida pela Defesa Civil, Guarda Civil Municipal, Secretaria de Planejamento e Vigilância Sanitária, policias Militar, Civil e Corpo de Bombeiros, ontem (8) em  14 estabelecimentos comerciais que possuem capacidade para mais de 100 pessoas.

Na ação as casas deveriam apresentar conformidade aos quesitos técnicos de segurança exigidos por lei.

“Passamos por empresas que estavam com alguma pendência ou atendendo o prazo de regularização do Corpo de Bombeiros. As casas que tiveram o funcionamento suspenso precisam regulamentar a sua situação para voltar a operar”, explica Renato.

Para Murilo Carbonari, responsável por um das casas que passou pela fiscalização e está apta para operar no município, a ação é positiva e deveria ser repetida com maior frequência.
“O importante é que a fiscalização e a regulamentação atenda de maneira igualitária todas as empresas. Essas atitudes sempre são positivas, pois assim, podemos aumentar a segurança dos clientes e funcionários”, diz.

O proprietário de uma casa noturna da avenida Santana, que também apresenta condições adequadas para trabalhar, Realdi Pedro, comenta que a visita dos fiscais aumenta a confiança dos clientes. “A ação é correta. A fiscalização é fundamental para reforçar o nosso compromisso com a  segurança dos clientes”.

Renato reforça que o propósito da  ação é garantir a integridade da população, que precisa de diversão, cultura e entretenimento nas condições adequadas.

A fiscalização foi norteada pelo laudo do Corpo de Bombeiros, com atenção aos equipamentos de segurança, capacidade máxima da casa, sinalizações e rotas de emergência adequadas. O prefeito João Cury Neto reforçou que o objetivo não é de repressão, mas de adequação do que é exigido por lei.

Segundo nota da Secretaria Municipal de Comunicação, a ação é reflexo da tragédia ocorrida na boate Kiss, em Santa Maria (RS), há duas semanas, quando pouco mais de 230 pessoas morreram por asfixia após incêndio possivelmente provocado por artefatos pirotécnicos em apresentação de uma banda.