fevereiro 20, 2013

Meteorito que caiu na Rússia causou as maiores ondas infrassônicas já registradas pela ONU


As ondas infrassônicas do meteorito que se chocou  sobre os Montes Urais na Rússia semana passada foram as maiores já registradas por um organismo das Nações Unidas. O ruído foi detectado pelo Sistema de Monitoramento Internacional da Organização do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBTO), que opera desde 2001 e rastreia explosões atômicas em todo o Planeta.


“Cientistas em todo o mundo estarão usando os dados da CTBTO nos próximos meses e anos para melhor compreender este fenômeno e saber mais sobre a altitude, energia liberada e como o meteoro se desintegrou”, afirmou o cientista acústico da CTBTO, Pierrick Mialle.

O infrassom é uma das quatro tecnologias que a CTBTO usa para monitorar as violações do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares em todo o mundo. As outras são sísmica, hidroacústica e radionuclídeos.

Dias antes do meteorito, em 12 de fevereiro, a rede sísmica da CTBTO detectou um evento incomum na Coreia do Note, que mediu 4,9 de magnitude. Mais tarde naquela manhã, o governo anunciou que tinha realizado um teste nuclear. O evento foi registrado por 94 estações sísmicas e duas estações na rede de infrassom da CTBTO.

O Tratado já foi assinado por 183 Estados e ratificado por 157. No entanto, a ratificação de parte do documento por oito Estados ainda é necessária para que o tratado entre em vigor. Estão pendentes China, Coreia do Norte, Egito, Índia, Irã, Israel, Paquistão e Estados Unidos.