fevereiro 13, 2013

Remédicos do Riso: alegria que contagia


Seu instrumento de trabalho é a menor máscara do mundo: o nariz vermelho. E funciona muito bem. Os "palhaços doutores" realizam visitam semanais e levam alegria a todos os cantos do hospital com números de mágica, música e trapalhadas.


No entanto, para fazer parte da "trupe médica" cada integrante passa por um rigoroso processo que inclui treinamentos específicos durante um ano, em média, que focam o lado emocional do candidato, o espírito de equipe e comprometimento com a proposta do grupo.

As oficinas quinzenais são ministradas por profissionais voluntários de várias áreas como artes cênicas, terapia corporal, terapia musical, psicologia e mágica, entre outros. Além disso, os Remédicos se reúnem mensalmente em encontros de atualização.

Atualmente o grupo é formado por 27 clowns (palhaços) atuantes e 38 que estão em treinamento. Por trás do jaleco colorido, estão donas de casa, empresários, irmãos, pais, mães. Voluntários, que não deixam de lado apenas o trabalho, mas parte de sua vida pessoal para se doarem em benefício do próximo. Tudo isso por um bem maior: levar a alegria àqueles que mais precisam.

Dose certa
João Alberto Rosin e Rogério Fabre, coordenadores do grupo, explicam que o trabalho do palhaço no contexto hospitalar consiste em improvisar, com todo o cuidado e embasamento técnico que desenvolvem nos treinamentos. "Quando atuamos, trabalhamos muito com o olhar. Analisamos rapidamente tudo ao nosso redor para poder interagir com a situação que encontramos e incluir nessa interação todos que estão por perto", comenta Rogério.

A atuação do grupo não é uma simples palhaçada, mas algo muito sério. "Facilita a recuperação dos pacientes, traz bem estar a eles e aos seus acompanhantes", diz João.

Quando o palhaço adentra os corredores, quartos e salas de espera, quebra-se o gelo. Por alguns momentos, a rotina do tratamento fica de lado e dá lugar a sorrisos e magia. "E não é só com os pacientes. Sem atrapalhar o serviço, interagimos também com os colaboradores, pois é importante que eles estejam alegres para desempenhar seu trabalho", comenta Rogério. No final, todos estão envolvidos. Pacientes, acompanhantes e funcionários recebem uma injeção de alegria, na dose certa e infalível.

Engajamento social
Além das atuações no HAC, que ocorrem semanalmente, com escalas de duplas, trios ou quartetos, os Remédicos do Riso desempenham importante papel nos eventos promovidos pela instituição.

McDia Feliz, Fórum da Alegria, campanhas de doação de sangue, confraternização de voluntários e festas beneficentes. Seja qual for o evento, lá estão eles, animando os convidados e ressaltando a importância daquela ação. "O grupo é muito bem visto pelas pessoas, temos um apoio imenso dos jauenses e moradores da região, bem como da Fundação Amaral Carvalho. Por isso, o engajamento social dos Remédicos do Riso é essencial.

Ajudamos a divulgar a necessidade de doações de sangue e as campanhas que beneficiam os pacientes do HAC, e temos obtido resultados positivos", completa João.