março 17, 2013

Paraquedista precisa de patrocínio para bater recorde sul-americano


O instrutor de paraquedismo e piloto de salto duplo botucatuense, Fernando Polato, 35 anos, é um dos convidados a integrar a equipe de paraquedistas que tentará bater o recorde brasileiro e sul-americano de salto de formação, atividade que acontecerá em maio, na cidade da Califórnia, porém, o atleta está encontrando dificuldades para realizar a façanha devido à falta de patrocinadores.


“Gostaríamos de deixar aqui um pedido aos nossos empresários locais que se aproveitem dos incentivos fiscais oferecidos, e patrocinem atletas do paraquedismo”, diz.

O paraquedista já soma mais de 4.500 saltos e participou de várias formações com amigos e trabalhos publicitários, entre eles para a Rufles e a Vivo.

Polato iniciou sua carreira em 1996, em uma escola de Piracicaba, instituição que costumava ministrar cursos em Botucatu.

“Inscrevi-me no curso para vencer um grande medo de altura. Gostei da situação e comecei a trabalhar como dobrador de paraquedas, inclusive foi a primeira vez que senti prazer de fazer alguma coisa que se parece com arte com minhas mãos. Decidi me mudar para a Europa com minha família (Jussara - esposa e Lucas - filho), onde voltei a trabalhar como  dobrador e fazer imagens para times do campeonato italiano. Após alguns anos e diversos saltos comecei a frequentar cursos de instrutor e piloto de salto duplo e desde 2008 trabalho somente com instrução e saltos duplos”, explica.

Polato cita como um dos momentos mais marcantes de sua carreira o salto que fez com seu filho no mar Adriático. “Foi como se fosse uma despedida depois de 6 anos morando na Itália, e ao mesmo tempo mostrando ao meu filho o trabalho que amo”, comenta.

O paraquedista sabe que seu trabalho é o sonho de muitas pessoas e cita que o melhor caminho para se iniciar no esporte é com o salto duplo. O segundo passo é se inscrever em um curso e se dedicar bastante.

“Temos muitas escolas no Brasil, só em Boituva, onde trabalho são aproximadamente vinte e duas. Somos o 8º maior centro mundial. Quem deseja saltar deve estar atento para que todos os equipamentos sejam de ultima geração e que todos os instrutores sejam realmente capacitados para o trabalho. Sei que não é uma tarefa fácil para um leigo, mas estou em Botucatu e terei muito prazer em recomendar escolas idôneas”, comenta.

A orientação é de que os interessados em se iniciar no paraquedismo tenha consciência de que existem diferenças entre o salto duplo e o solo. “Não temos como comparar um salto duplo a um salto solo, o duplo é como você estar em um brinquedo de um parque de diversões, sem responsabilidade com a sua segurança, é a minha preocupação. O salto solo sim após frequentar um curso o aluno estará sempre com atenção voltada à sua segurança e a dos outros paraquedistas que estarão no ar”, revela.

Apesar de prazerosa, a profissão é extremamente arriscada, e qualquer deslize representa um sério risco. “Já passei algumas dificuldades, a pior delas foi um salto com uma garota de mais ou menos 50 quilos, ela era pequena mesmo, mas logo após a saída do avião ela segurou minhas duas mãos, naquele momento ela tinha a força de um gigante, e deu muito trabalho para me livrar e abrir nosso paraquedas”.

Mais informações e manifestações de apoio devem ser encaminhadas ao próprio atleta, na praça Isaltino Pereira, nº 11, no Jardim Paraíso.