abril 24, 2013

Comemorar o Dia do Rock agora é Lei e está no Calendário de Botucatu

O projeto de lei que inclui o Dia Mundial do Rock no calendário oficial do município de Botucatu foi apresentado pelo vereador Izaias Colino, e votado na última segunda-feira, durante a sessão legislativa quando foi aprovada por unanimidade pelos onze vereadores que compõem a Casa de Leis.





De acordo com o projeto, o dia 13 de julho será comemorado anualmente com incentivos para a realização de evento cultural específico, a todas as entidades e demais interessados em promover o evento.

A votação do projeto foi acompanhada de perto por um grupo de roqueiros da cidade, que se articularam pela rede social Facebook, com o objetivo de mostrar que o estilo possui forte representatividade no município.

“Ganhamos uma representação cultural muito grande com um evento desse porte e dessa comemoração no calendário oficial da cidade. Bandas independentes terão um grande evento para mostrarem seus trabalhos”, acredita o produtor cultural e integrante da banda D.I.E, Douglas Iglesias (foto).

Iglesias, que é um dos principais produtores do estilo na cidade e atualmente responde pela franquia de shows ‘Botucatu Metalstock’, e diz que a lei irá contemplar uma cultura que apesar de ter muitos adeptos não é bem vista. “Não estamos nas grandes mídias, mas somos pessoas formadoras de opinião”, garante.
Olhando para o futuro, o produtor já encontra uma oportunidade. “Não estou preparando nada para a data ainda, mas estou em negociações bem avançadas para fazer desse dia 13 de julho,  um ‘bagulho doido’.  Já deixei de sobre aviso alguns grandes nomes do metal nacional”, acrescenta.

Para o vereador Izaias Colino, autor da lei, a intenção é trazer para a cidade uma comemoração mundial que teve início em 1985 quando Bob Geldof, vocalista da banda Boomtown Rats, organizou o maior show de rock da Terra, o Live Aid, combinando artistas lendários da história da pop music e do rock mundial.
Além de contar com nomes de peso da música internacional, o show tinha um teor mais elevado, conseguir fundos para que a miséria e a fome na África pudessem ser pelo menos minimizadas.

“Conseguir unir ao evento local, esse caráter filantrópico seria o ideal. É uma forma de manter vivo esse ideal solidário incentivando um estilo que muitas vezes não encontra espaço em alguns eventos realizados pelo município”, comenta Colino.

O baixista da banda ABR3, Rafael Basso,  acredita que a comemoração é válida e poderá abir espaço para o surgimento de novos talentos.

“A cidade sempre exportou bandas, artistas e músicos. A criação dessa lei, com certeza, ajudará a apresentar ao público a qualidade que temos em nosso rock. Às vezes quando falamos de rock, muitas pessoas tem certo preconceito, por não conhecer o que realmente o rock representa”, comenta.

Outro ponto citado pelo músico é que a data também abrirá espaço para o trabalho dos produtores locais. “Temos diversos produtores, porém a maioria fica atrás das cortinas. Assim como nosso produtor Marquinhos Nascimento, que hoje também atua em diversos estilos. temos ainda vários produtores novos que estão iniciando a carreira, como Thiago Deléo, Bruno Nogueira e  André Spock. Dando espaço pra mais bandas, mais produtores tenderão a surgir. Fora toda galera envolvida, rodies, técnicos de som e de luz, enfim, um vasto mercado, pouco explorado ainda”, ressalta.

Isabel Barreiros é adepta do estilo e costuma prestigiar quase todos os shows de rock que passam pelo estado de São Paulo, e estava presente na votação do projeto na Câmara Municipal.

“Essa lei é muito boa. Mais uma conquista e acho que representa um pontapé inicial para apoio de bandas que estão começando e na estrada”, ressalta.