abril 23, 2013

Deputado Jean Wyllys responde as declarações do deputado Marco Feliciano no Programa do Ratinho


O Programa do Ratinho recebeu, ao vivo, nesta segunda, 22 de abril,o deputado federal, escritor e professor Jean Wyllys  no quadro "Dois Dedos de Prosa". Segundo o deputado, ele já havia sido convidado para participar do programa, mas devido a falta de espaço na sua agenda não foi possível comparecer.


Depois da participação do também deputado Marco Feliciano, Jean diz " Quando ele veio ao programa e soltou todas aquelas declarações, eu achei por bem vir o mais rápido que eu pudesse. Então recompus a minha agenda de modo a aceitar o convite e vir logo depois. A produção já havia me convidado antes. Eu viria de qualquer jeito, mas acelerei a minha participação por conta das declarações dele.Eu acho que aquelas declarações não podem ficar sem contraponto, sem que as pessoas tenham acesso ao outro lado da história", afirma.

Além dos assuntos direcionados ao deputado Marco Feliciano, durante a entrevista o deputado respondeu perguntas do público sobre desigualdade social, sua saída da Comissão dos Direitos Humanos, protestos de ativistas, religião e preconceito.

Confira algumas declarações do deputado na entrevista 

Quanto a Marco Feliciano ser presidente da Comissão de Direitos Humanos:" O problema não é o Marco Feliciano em si. Ele é um emblema de alguém que não tem identificação nenhuma com a obra dos diretos humanos".

"É mentira. O deputado Marco Feliciano é além de tudo mentiroso. Ele foi recentemente desmascarado numa mentira contra Caetano Veloso e eu vou desmascará-lo nessa mentira. Aquelas pessoas são ativistas, aquelas pessoas se sentiram ofendidas com as declarações dele. Aquelas pessoas estão reagindo e a democracia tem que garantir aos grupos sociais a expressão política. Aquelas pessoas não tem grana para comprar espaço na TV, não tem grana para manter jornal, o que resta é se organizar politicamente e ir lá protestar", diz Jean quanto a declaração de deputado Marco Feliciano de pessoas estarem sendo pagas para fazerem manifestações.

Sobre sua religião."Eu tenho uma religiosidade. Eu não consigo viver com crença. Eu prefiro ter uma religiosidade e para mim Deus é a natureza, Deus sou eu, Deus é você, nós somos partes desse Deus. E o Deus que eu creio não é um Deus intolerante é um Deus de amor".

"Eu não discuto pessoas eu discuto ideias", quanto ao que faria se fosse presidente da Comissão de Direitos Humanos.