maio 24, 2013

Anima Games, empresa botucatuenses vai lançar game no Facebook


A AnimaGames, empresa de jogos digitais de Botucatu está preste a lançar o jogo casual “Claw Mania” (www.facebook.com/clawmania) para a rede social Facebook. A ideia dos desenvolvedores, Alexandre Ribeiro, Daniel Barriquello, Wesley Barreira e Gabriel Nunes, é simular uma máquina de pegar bichinhos de pelúcia, equipamento comum em rodoviárias e padarias.

“A ideia surgiu em um sábado, passei o final de semana todo trabalhando no conceito e programação do jogo e na segunda feira já estávamos todos empolgados em fazer as artes e lançar o game”, diz Ribeiro (foto).

O game terá outros atrativos e deverá oferecer sistemas de realidade aumentada, envio e troca de presentes e montar coleções.


“No futuro poderemos ainda disponibilizar a máquina para divulgar empresas, por exemplo, nada impede um sistema que tenha no lugar dos bichos de pelúcia os personagens da Turma da Mônica, ou de filmes como Star Wars”, explica Ribeiro.

A versão demonstrativa do game deverá ser disponibilizada até o final do mês. “Ainda não sabemos como monetizar o game e estamos trabalhando para isso. O que queremos agora é simplesmente lançar o jogo e sentir a repercussão”, comenta.

Grupo já desenvolveu jogos para a Xuxa e a cantora Pitty

Os desenvolvedores que estão preparando o game não são amadores, na verdade trata-se de uma das principais empresas de ‘advergames’ do Brasil, a AnimaGames, que apesar de ter sua sede em Botucatu, atua em uma residência para não chamar muito a atenção, atendendo principalmente agências de publicidade de São Paulo.

“Já desenvolvemos mais de 80 jogos, para o mercado publicitário, e esse será nosso primeiro game autoral. Fizemos o caminho inverso ao de outras empresas, que geralmente lançam seus jogos próprios e depois partem atrás de financiamentos e plataformas, no nosso caso já temos os recursos graças ao trabalho publicitário”, ressalta Ribeiro.

A carteira de clientes incluem nomes de peso como Pitty, HP, Faber Castell, Xuxa, TAM (linhas aéreas), BlackBerry (marca de Smartphone), Projeto Tamar (proteção às tartarugas marinhas),, Petrobrás, Boticário, entre outras.

O grupo começou a operar com games em 2004, usando programas como o flash e ressalta que o trabalho avançou bastante graças ao surgimento de novos softwares, entre eles o Unity 3d.

“É um programa gratuito que qualquer pessoa pode baixar e começar a criar seus jogos. Recomendo a quem quiser aprender a produzir games que baixe o sistema e procure tutoriais no youtube. O mercado é promissor”, garante Ribeiro.

Mercado de games é carente de profissionais

De acordo com Alexandre Ribeiro, o mercado nacional de games é extremamente carente e necessita de mão de obra especializada. A maior dificuldade é que escolas que trabalhem com esse tipo de formação estão surgindo apenas este ano.

“Estamos procurando estagiários desde fevereiro e o melhor que encontramos morava em Jaú e a distancia impossibilitava o deslocamento”, ressalta Ribeiro.

De acordo com ele, o desenvolvimento de games exige dedicação e empenho. “Para trabalhar com isso é necessário ser curioso e pesquisar a respeito do assunto, hoje temos o Google que ajuda muito e garanto mercado existe para qualquer pessoa que queira aprender”, afirma.

Para Wesley Barreira, um do responsáveis pela modelagem 3 D de personagens o seu ramo não pode ser chamado de trabalho. “Levamos a sério o que fazemos, mas para mim não chega a ser um trabalho, faço o que gosto da maneira que gosto. Trabalhamos de bermudas e chinelo de dedo, não temos hora para trabalhar, porém também não temos hora para ir dormir”, explica.

Gabriel Nunes atua no ramo há um mês e divide a mesma opinião de Barreiras. “Não posso considerar o que faço trabalho, não sinto isso, somos amigos desenvolvendo jogos e se divertindo durante o processo. Quando falo que faço isso, as pessoas que me rodeiam tem a mesma reação e chegam a dizer: isso não é trabalho”, comenta.

Fotos - Sidney Trovão/Diário da Serra

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