julho 31, 2013

Botucatu entre as 40 cidades com melhor IDH do país



2013 - Um lugar que ofereça boas oportunidades profissionais, ensino de qualidade e condições favoráveis para que vivamos mais e melhor. Difícil de achar cidade assim no Brasil? Pois bem. Botucatu reúne todas essas características.

É o que indica o Atlas do Desenvolvimento Humano 2013 divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), agência líder da rede global de desenvolvimento da ONU e que trabalha principalmente pelo combate à pobreza e pelo Desenvolvimento Humano.


De acordo com o relatório, Botucatu ocupa a 40º posição no Brasil (5.565 municípios) com melhor Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e a 22º posição no Estado de São Paulo (645 municípios).
Para formular o ranking de IDH foram levadas em conta informações do censo demográfico de 2010, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Como este último atlas foi desenvolvido sob uma nova metodologia, o Pnud ainda trabalha para ranquear os municípios de acordo com os relatórios de 1991 e 2000.

O atual índice de Botucatu é de 0,800, classificado como “muito alto”. Até 1991, o IDHM da Cidade era de 0,588 e passou para 0,718 no ano 2000. O IDH dos municípios vai de 0 a 1: quanto mais próximo de zero, pior o desenvolvimento humano; quanto mais próximo de um, melhor. O índice considera indicadores de longevidade (saúde), renda e educação. Pelo IDHM, Botucatu está a frente de cidades importantes e pujantes economicamente como Marília, Sorocaba, Paulínia, Piracicaba, Araçatuba, entre outras.

Longevidade, educação e renda - No caso de Botucatu, o melhor índice é o de longevidade. Em 1991, a expectativa de vida do botucatuense era de 68 anos (índice de 0,731). Pelo novo Atlas do Desenvolvimento Humano, essa expectativa sobe para 77 anos (índice de 0,869). A média estadual é de 75,7 anos e para o País de 73,9 anos.

Na outra ponta, a mortalidade infantil (mortalidade de crianças com menos de um ano) em Botucatu passou de 18,2 por mil nascidos vivos em 2000 para 10,8 por mil nascidos vivos em 2010, redução de 40%. Segundo os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas, a mortalidade infantil para o Brasil deve estar abaixo de 17,9 óbitos por mil em 2015. Em 2010, as taxas de mortalidade infantil do estado e do país eram 13,9 e 16,7 por mil nascidos vivos, respectivamente.

Os níveis de educação também aumentaram consideravelmente em Botucatu nas últimas duas décadas. Em 1991 o IDH de Educação era de 0,387 e pulou para 0,746 em 2010. Para se ter ideia, o Pnud atenta que 46,78% das crianças com 4 e 5 anos estavam fora da escola até o ano 2000. Dez anos depois esse percentual despencou para 8,76%. A percentagem de jovens de 15 a 24 anos que não estudam, nem trabalham e são vulneráveis à pobreza também caiu: 9,20% em 2000 para 5,88% em 2010.

A renda da população também acompanhou o aumento da escolaridade da população. A renda per capita média de Botucatu cresceu 53,95% nas últimas duas décadas, passando de R$707,42 em 1991; para R$ 840,51 em 2000; e R$1.089,10 em 2010. A extrema pobreza (medida pela proporção de pessoas com renda domiciliar per capita inferior a R$ 70) passou de 2,41% em 1991 para 2,41% em 2000 e para 0,74% em 2010.

Foco na qualidade de vida - Para o prefeito João Cury Neto, estes novos índices com chancela da ONU legitimam o atual momento pelo qual passa a Cidade, de desenvolvimento com foco na qualidade de vida das pessoas.

“Temos que nos permitir festejar esses números, sem deixar de trabalhar com responsabilidade. Isso é mais um trabalho de transpiração do que inspiração e que tem envolvido todas as entidades vivas de Botucatu. Buscamos sim o desenvolvimento, mas não a qualquer custo”, avalia.

O Chefe do Executivo Municipal enaltece a duplicação de investimentos feitos na saúde, a ampliação de espaços de lazer com a instalação de academias ao ar livre, os excelentes índices relacionados à segurança pública, e maior oferta de vagas em escolas, principalmente na Educação Infantil, promovidos nos últimos quatro anos. Mas para ele, o combate ao desemprego é a maior política social que o Poder Público pode proporcionar à população.

“O emprego melhora a autoestima e consequentemente a saúde das pessoas, especialmente no convívio familiar. O nível de escolaridade aumenta o nível salarial e as oportunidades no mercado. Por isso temos investido mais em qualificação, como jamais havia sido feito antes em Botucatu. Não é a toa que no primeiro semestre deste ano criamos mais de 2 mil vagas de emprego com carteira assinada, melhor resultado desde 2007”, argumenta.

Sobre Botucatu - Botucatu se destaca pelo clima ameno (temperaturas médias de 22º C), altitude relativamente elevada (cerca de 800 metros), e por estar cercada de uma rica natureza, com dezenas de cachoeiras e formações geográficas típicos de serra e que estimulam o turismo e esporte de aventura.
Com excelente localização no Estado de São Paulo (está a 230 km da capital) e com ligações pelas Rodovias Marechal Rondon e Castelo Branco, Botucatu é um polo de desenvolvimento industrial diversificado e abriga importantes empresas como Duratex , Embraer, Induscar/Caio, Eucatex, Centro Flora/Anidro do Brasil, entre outras.

A “Cidade dos Bons Ares”, como é assim conhecida, também é reconhecida pelo bom nível de ensino desempenhado nas escolas. Destaque também para a Universidade Estadual Paulista (Unesp), que oferece vários cursos de graduação e pós-graduação nas áreas de Biomédicas, Veterinária, Zootécnica e Agrárias a mais de cinco mil alunos. O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina é um dos mais conceituados do País e atende milhares de pacientes de todas as regiões brasileiras.

De acordo com o último censo realizado pelo IBGE em 2010, Botucatu possui uma população superior a 127 mil pessoas. Até 1991 esse montante populacional era de pouco mais de 90 mil. O PIB per capita de Botucatu, também segundo o censo 2010, é de R$ 22,4 mil.

Fontes: www.atlasbrasil.org.br e www.ibge.gov.br


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