julho 16, 2013

UNESCO pede investigação de assassinatos de jornalistas na Rússia, Somália e México

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) pediu nesta quinta-feira (11) que as autoridades investiguem e levem a julgamento os responsáveis pelo recentes assassinatos de jornalistas na Rússia, na Somália e no México.


“Jornalistas devem ter condição de desempenhar seu trabalho em segurança por terem papel essencial em assegurar que um público bem informado exerça seus direitos democráticos, afirmou a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova.

Na terça-feira (9), o subeditor do semanal russo Novoye Delo, Akhmednabi Akhmednabiyev, foi morto a tiros em seu carro perto de sua casa na periferia de Makhachkala, capital da província do Daguestão. Ele é o segundo jornalista morto na Rússia este ano e já tinha sobrevivido a uma tentativa de assassinato em janeiro.

A Somália, um dos lugares mais perigosos do mundo para os profissionais de imprensa, computou mais uma vítima, desta vez o repórter da Somali Broadcasting Corporation e da TV Kalsan, Liban Abdullahi Farah. No dia 7 de julho, três assaltantes não identificados abriram fogo contra ele na cidade de Galkayo.

Bokova também pediu que as autoridades mexicanas investiguem a morte de Mario Ricardo Chávez Jorge, jornalista do El Ciudadano. Seu corpo foi encontrado no estado de Tamaulipas, perto da fronteira com os Estados Unidos, em 26 de junho. Duas semana antes ele tinha sido sequestrado quando saía de um cinema com a família em Ciudad Victoria.

“Usar a violência para silenciar os jornalistas que informam a sociedade sobre os problemas que ela está enfrentando não faz esses problemas irem embora, isso simplesmente reduz a capacidade de a sociedade enfrentá-los”, afirmou Bokova.

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