setembro 07, 2013

O fim da grande mídia e a certeza: Sou mídia

 Sabia que com as redes sociais alguns perfis tem mais visualização que jornais e revistas impressos, que em alguns casos não chegam a 5 mil leitores. Ou seja, uma pessoa comum, sem aspirações ao jornalismo, pode atingir um público bem maior que as mídias impressas tradicionais. Esse blog já teve dias de contabililizar 20 mil acessos em uma única postagem.

Agora faço a pergunta: Nesse cenário, quem é a mídia? A resposta é óbvia: Você. O que te move quando está nas redes sociais são seus interesses assim como na mídia tradicional, porém nesse mercado o interesse comercial fala muito alto.


Fico abismado quando leio sobre teorias conspiratória que acreditam que grupos ou facções regem os grandes jornais, revistas e emissoras de TV. Isso não existe, não existem membros do Iluminatti infiltrados nas redações, nem agentes políticos lendo as matérias e vendo as que devem e que não devem ser publicadas. Isso é mito. O que existe, como disse anteriormente, é o interesse financeiro.

Acho um absurdo postagens que dizem, Isso a Globo não Mostra. Essas postagens só divulgam a Globo e mostra o seu poder, afinal de contas, mesmo os contra chamam pela atenção da grande emissora. Parem com isso, vocês são mídias não precisam de interlocutores, se não tem Globo, faça o seu papel como mídia e divulgue. Não de pérolas aos porcos.

Desconfie sempre – Um veículo de comunicação só merece meu respeito quando abre as contas e mostra quem paga pela sua circulação. Na lógica, o quadro de assinantes, deve manter a saúde financeira dos veículos e as publicidades entram como extra no pagamento de impressão e outros gastos, portanto, segue algumas dicas para uma leitura saudável de jornais e revistas.

Questione – Quem paga pela informação que estou lendo?  (Não seja ingênuo ao acreditar que a informação que você tá lendo você pagou ao jornaleiro)

Se o veículo de comunicação tem muitas propagandas governamentais desconfie.
Se não tem espaço para os leitores também desconfie
Se fala muito sobre apenas um segmento político, religioso ou esportivo também desconfie.
Se existe repetição de fontes (pessoas dando a cara em entrevistas) também desconfie.
Estamos falando de algo sério, afinal de contas, É POSSÍVEL DIZER SÓ MENTIRAS FALANDO APENAS A VERDADE.



Você já percebeu que muitas vezes o que você escuta no rádio, também estava em sites, blogs e jornais? Sabe porque?

Assessorias de comunicação – Nos últimos anos assistimos o crescimento do mercado de assessores de imprensa e esses profissionais enviam o mesmo material para todos os veículos de comunicação, em alguns casos, do país.

Pasmem, na maioria dos casos esse material é publicado na íntegra e como diz o ditado “Toda mentira que se repete vira verdade”, e pense bem.... Para que contratar jornalistas se é possível receber tudo pronto de assessores de imprensa? Aqui mesmo no blog uso muito material de assessoria de imprensa, mas divulgo aquelas que acredito que são de interesse do público e após analisar o material.

Pense sobre o seguinte ponto o veículo de comunicação recebe um valor X de determinada marca para publicar anúncios (anuncio é diferente de matéria) acha mesmo que o empresário vai descartar o material (matérias) de assessores de imprensa dessa empresa? Sendo que a publicação desse material pode auxiliar na renovação do contrato? Lógico que não!

Usando o pensamento anterior, raciocine, o órgão público governamental ou partidário mantem anúncios de campanhas (Vacinação, Iptu, Ipva, Reciclagem e tantas outras) em veículos de comunicação, você acha que esses veículos baterão de frente com esses órgãos quando tiver alguma informação discordante?
Quem é alternativo sabe o significado dessa palavra e é alternativo por opção e não por rótulo do tipo “Mídia Alternativa”, isso não existe, mídia é mídia e só acreditarei nelas quando comprovarem de onde vem seus recursos ou seja Alternativo também come e dorme ou acha que vai passar fome para te mostrar algo que ninguém quer mostrar????

Com o advento das redes sociais saiba que é necessário não se subestimar, você é capaz de atingir mais pessoas nesses meios que qualquer veículo de comunicação convencional, porém, saiba, você está sujeito às mesmas leis que regem a imprensa convencional, se falar sem provar vai pagar por isso, se publicar conteúdo irregular para determinada faixa etária será sim censurado e com razão, afinal de contas, usando o Facebook como exemplo, a idade para entrar na rede é de 13 anos, achar que a censura é injusta porque arrancou uma foto de nudez que você postou mostra o quanto você é idiota.

Como mídia você tem responsabilidades ou seja. Cite as fontes ou apresente provas, fale o que conhece e se não conhece vai aprender, não faça calunias ou levante difamações sem argumentos fortes e comprovados, tenha a verdade como norte mesmo que isso vá contra sua linha de pensamento.

Não acredite em perfis politiqueiros ou donos da verdade que querem ensinar os outros a trabalhar. Quem realmente faz a diferença produz seu conteúdo e não critica o trabalho dos outros à toa, mas prova sua verdade com argumentos reais.

Não existem santos no mercado da comunicação sempre haverá um lado muito feliz com o resultado de seu trabalho e outro querendo te morder o pescoço.

Não existe mais mídia convencional ou alternativa, existe você, sua rede de relacionamentos e lógico, sua responsabilidade e ética, não seja leviano com as pessoas que te acompanham nas redes sociais. Não faça o que você julga que a grande mídia está fazendo com as massas, pois você também tem esse poder de manipulação, portanto cuidado para não sentar no próprio rabo.

Lembre-se sempre o direito de informação dos jornalistas são os mesmos de qualquer cidadão.

Ainda me lembro quando cheguei na redação onde trabalhava  e falei sobre o Twitter e escutei que era coisa de vagabundo que não tem o que fazer na frente do computador. Pois bem, garanto que  o jornalista que me disse isso mudou sua visão pois agora adotou a mídia digital como mercado.

Enxergar, estudar e ver o nascimento de uma nova mídia é realmente algo espetacular. Poucos sabem mais tenho formação como analista de mídias digitais pela Intel e quando fiz esse curso, on-line por sinal, só pensava em preencher o meu tempo, mas entender como funciona esse mercado foi algo grandioso em minha vida é fundamental nos dias de hoje, onde a internet sem patrões se tornou minha principal fonte de renda.



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