outubro 21, 2013

Não tenho orgulho da invasão ao Instituto Royal. Isso me da vergonha

Sou contra os direitos humanos, sou contra o direito dos animais e sou favorável à criação dos Direitos da Vida, onde enquadramos todos os habitantes, pensantes ou não em apenas um conjunto de regras.
O ocorrido essa semana no Instituto Royal mostra algo que vai além da Defesa dos Animais, escancara a clara descrença de boa parte dos brasileiros com suas instituições públicas.


Explico: ao justificar a invasão ao Instituto Royal um manifestante explicou. “Avisei o Ministério Público e nada foi feito, levei a denúncia à Polícia e não me deram ouvido, falei com políticos que prometeram ação e nada fizeram.  Não teve outra solução a não ser essa”.

Esse posicionamento atualmente é recorrente no País. As manifestações que assistimos e participamos esse ano tiveram como agente motivador exatamente essa descrença.

Estamos em um País onde parte da imprensa taxa os manifestantes radicais como Vândalos, porém em ações semelhantes de outros países, manifestantes com atitudes igualmente destrutivas são tratados como jovens descontentes com o sistema.

Estamos em um País, onde trabalhamos cinco meses apenas para pagar impostos. Um País onde condenados corruptos estão no poder, enquanto outras pessoas estão presas há anos simplesmente por ter roubado um pedaço de pão ou um pacote de manteiga.

Nosso sistema condena a classe média a trabalhar em dobro, para manter as “bolsas esmolas” das classes menos favorecidas e sustentar as mordomias da classe rica. Pertencer à classe média no Brasil parece algo criminoso, não existem benefícios para essa classe, apenas impostos e encargos.

Nosso sistema de saúde soma descasos, abusos e erros simplesmente pela existência de hospitais sucateados ou sem possibilidades de atender a demanda crescente. Ficou comum assistirmos a morte de pacientes em corredores abarrotados de doentes.

Temos políticos que ganham fortuna e criam um lixo de papel, tão grande que transformou Brasília no paraíso dos catadores de reciclado e isso não é ficção, é real.

Nossa polícia não sabe como conter multidão e utiliza métodos que fazem com que a população tenham medo de suas ações ao invés de se sentirem protegidas.

Temos crianças que encontram em criminosos exemplos, pois o crime dá mais lucro que o trabalho a troco de um salário mínimo. E a polícia com suas caras fechadas, cassetetes em punho e gás lacrimogênio sempre pronto para uso, viraram soldados que mais assustam do que passam sensação de segurança.

Estamos assistindo a criação de uma ditadura, através de unidade pacificadoras, e pequenas legislações que proíbem direitos básicos. Onde eu moro, em um bolsão de estacionamento no centro da cidade, é proibido estacionar após as 23 horas, pois as autoridades não conseguem conter as badernas noturnas. Como assim não conseguem conter a baderna??? Pago cinco meses de impostos para ter o direito de dormir em paz e para que as pessoas de bem, tenham o direito de estacionar seus carros nesses bolsões, independente de horário.

A música, algo que já foi o orgulho do País, está sucateada, mulheres frutas e canções que induzem à sexualidade prematura dominam as rádios, enquanto um outro segmento do mesmo gênero enaltece o crime.
A Brasil inibe a arte de rua, expulsam seus artistas das avenidas na base da violência, os agentes municipais com todo o abuso de poder que possuem roubam o trabalho dos artistas e os largam nas ruas como se não fossem pessoas, para viverem como indigentes e disso eu já fui uma vítima. É proibido ser alternativo em nossa sociedade, duvida, faça o teste para confirmar.

Um país que mantem os testes em animais, e supre a carência de outros países, onde os mesmos testes são proibidos e ainda somos obrigados a ouvir dos ‘gringos’ que é necessário reconsiderar essa invasão e ´pensar melhor a respeito do assunto.

Não reconheço as autoridades, e quando digo isso sou chamado de fascista.

Afirmo que ninguém me representa, seja partido, religião ou sociedade secreta e sou taxado de reacionário.

Parabéns Brasil, o pais dos Rótulos Permanentes, terra onde a justiça funciona para os ricos, a polícia defende o patrimônio e deixa a população se matar na rua e ainda ajuda nisso. Terra onde fechamos os olhos para as crianças de rua, andarilhos e os animais.

O caso Royal é apenas mais um sinal de descontentamento generalizado, um sintoma perigoso e que resultou em guerra civil em muitas localidades do globo. Acredito que esse tipo de guerra não acontecerá aqui, pois assim como no regime Nazista, as armas foram proibidas e retiradas das mãos dos cidadãos.

Enquanto muitos tem orgulho dos rumos que o resgate dos cães tomou no exterior eu sinto é vergonha dessa repercussão. Mas; Tudo bem, logo chega a Copa e tudo acaba com a bola e fingiremos que está tudo bem...

Até quando?


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