novembro 14, 2013

Viramos rótulos da sociedade virtual expostos nas gôndolas das redes sociais

A sociedade se virtualizou e agora é mais fácil classificar, dividir e rotular indivíduos com critérios próprios se utilizando de termos depreciativos e racistas. As redes sociais se tornaram grandes mercados com prateleiras e perfis às disposição, cada um pronto para receber seu rótulo.

Na verdade o indivíduo, a cada dia que passa, se vê pressionado em direção à normose e quem não se encaixa, aquele cidadão que se encontra fora da caixa logo recebe um título à bel prazer da elite que compõe a maioria.


Quando digo maioria, digo as duas opções das supostas filosofias políticas dos mandatários do país do futebol, onde temos que assumir uma posição, seja de direita ou esquerda. Rótulos para a minoria é o que não falta.

Na terra virtual, regida pelas redes sociais os livres pensadores viraram produtos com etiquetas como fascistas, reacionários, nazistas e outros termos infames impostos muitas vezes por outros seres virtuais que nem mesmo possuem ligação real de amizade ou convivência, tornando qualquer tipo de classificação algo contraditório e infame.

No país da liberdade de expressão é proibido pensar diferente e apresentar as ideias ao público, a censura voltou e agora seus agentes de fiscalização, aqueles idiotas que apontam o dedo, pode ser qualquer um armado com o mouse.

Esses fiscais, que trabalham pela manutenção de uma sociedade decadente, compõem hoje um exército de monitores ideológicos, em busca de todos que pensam diferente deles e acredite, se suas ideias baterem de frente com a visão de mundo desses cidadãos você será avacalhado e transformado em vilão rapidinho.

O interessante dessa fiscalização ideológica é que eles se organizam em grupos, agentes da censura branca armados com exércitos de fakes prontos para utilizarem das maiores baixarias para desmoralizarem o livre pensador. Junto com os fakes chegam os cordeirinhos, indivíduos incapazes de raciocinar por si só e que precisam de uma alavancada para assumirem uma opinião preconcebida e atirarem para todos os lados, assumindo uma ideia alheia.

Vivemos em um estado democrático, porém se engana quem pensa que perfis das redes sociais são democráticos, pelo contrário, são espaços com propriedade, e devem ser respeitados como bens imateriais do cidadão moderno.

Mesmo convicto dessa realidade os agentes da censura branca agem se utilizando da invasão, sim invasão do espaço alheio, ao comentar ou tecer opiniões depreciativas em postagens particulares e que estão lá para serem lidas, curtidas ou não.

Quando vejo comentários invasivos percebo o quão próximo as redes sociais nos coloca do ambiente imaginado por Sun Tzu, no clássico “A Arte da Guerra”, principalmente no capítulo onde ele aconselha “Tenha seu amigo por perto, e seu inimigo mais próximo ainda”.

Se você realmente considera os comentários de determinado racista, fascista, comunista, terrorista ou qualquer outro “ista”, que tenha faltado nessa lista porque você continua sendo amigo desse perfil? Porque você está próximo desse elemento? Não seria mais fácil bloquear o determinado perfil de sua rede de amizade virtual?

Acredito que a patrulha ideológica tenha se esquecido de um velho ditado, muito popular: “Diga com quem andas que lhe digo quem és”, portanto, se vamos colocar rótulos e nesse texto se percebe que coloquei alguns rótulos em atitudes alheias, vamos seguir um conselho amigável.

Caso você não consiga conviver de forma amigável com quem pensa diferente, simplesmente delete de sua rede de relacionamento esse indivíduo. Acredite, sua crítica só irá fortalecer aquele que você quer destruir.
Tenha uma certeza, na maioria dos casos as pessoas que pensam diferente, estão cagando e andando para aqueles indivíduos que continuam na caixa, seguindo o pensamento da maioria.

Defendo uma ampla campanha nas redes sociais, “Antes de rotular delete”.

Renato Fernandes



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